23/09/2008

Quando Carlos Imperial escreveu A Praça, em 1967, esse espaço público que originalmente era o local onde as pessoas se reuniam para manifestar suas alegrias ou descontentamentos já dava sinais de seu desaparecimento. Estávamos em plena ditadura militar e já não era permitido qualquer tipo de aglomeração ou reunião de pessoas em vias públicas. Para onde foram as crianças com seus balanços e gangorras? Para os "parques de diversão", de preferência nos shoppings centers! E os pipoqueiros, "o bom velhinho", os passarinhos? As pipocas são vendidas nos cinemas, os velhinhos não têm mais oportunidade de trabalho e os passarinhos...estão desaparecendo por causa da poluição provocada pelos automóveis. O guarda? Fugiu com medo dos assaltantes. A Praça hoje em dia está à disposição de assaltantes, pessoas que não têm onde dormir, entulhos e lixo mesmo! Os tempos mudaram e hoje em dia ninguém se arrisca mais a sentar-se em um banco de praça. A globalização do sistema capitalista não permite mais que as pessoas se reúnam, se aproximem umas das outras. Agora é cada um por si...!

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