13/10/2008

A maioria das pessoas sofre de um consciente corrupto, poderíamos dizer mesmo aviltado. Perdemos o "olho inocente", o olho interior da sensação direta ou primitiva. Percebemos isso sempre que olhamos para o mundo através dos olhos de uma criança, o mundo registrado nas pinturas e poemas infantis. Percebemos também, que olhamos o mundo através dos olhos de um chamado "selvagem"(e que não é tão selvagem quanto nós, que continuamos a destruir a raça humana), o selvagem para quem a imagem é mais real do que o objeto fenomenal, o sonho mais real do que a ação deliberada ou mais real do que o pensamento objetivo que leva à ação deliberada. Com efeito, há dois estágios no "tornar-se consciente" de alguma coisa - primeiro a imagem, depois a idéia; primeiro olhamos o carvão incandescente, depois vemos a cor vermelha da brasa.

"As Origens da Forma na Arte" - Herbert Read, poeta e Crítico de Arte, inglês
(1893-1968)




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