01/04/2013

Das sonhadas invenções

D. Quixote, Salvador Dali
 
 
[...]
 
 
(..).tanto naquelas leituras se enfrascou, que passava as noites de claro em claro e os dias de escuro a escuro, e assim, do pouco dormir e do muito ler, se lhe secou o cérebro, de maneira que chegou a perder o juízo. Encheu-se-lhe a fantasia de tudo que achava nos livros, assim de encantamentos, como pendências, batalhas, desafios, feridas, requebros, amores, tormentas, e disparates impossíveis; e assentou-se-lhe de tal modo na imaginação ser verdade toda aquela máquina de sonhadas invenções que lia, que para ele não havia história mais certa no mundo.
 
 
 
Miguel de Cervantes, em  Dom Qixote

4 comentários:

  1. Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
    Eu também tenho um, só que muito simples.
    Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
    Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
    Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
    E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
    Força, Paz, Amizade e Alegria
    Para você, um abraço do Brasil.
    http://josemariacostaescreveu.blogspot.com



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  2. os moinhos de vento são reais, cirandeira.

    beijão,
    r.

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  3. E aí, Ci!
    Pena que hoje Dom Quixote ande tão esquecido das prateleiras dos mais jovens.
    Bjão!

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  4. Eta, Ci, que me grudava a esse livro, que era de meu pai, e desputei ele até o fim, quando meu pai se foi. Perdi, mas ficou em mim. Eu aqui com meus moinhos de vento.

    Beijos,

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