04/04/2014

Mergulho noctívago


 




Cada dia mais Tirésias
tateio no escuro uma
noite mais clara

 
(lá fora) cerra-se a cortina
 
Não,
preciso dizer:
arranquei-me da pele
estirei-a na imbira
 para secar
ao sol
 
olhei praquele céuzão azul
praquela vastidão
infinitiva e senti
seu voo a farejar
 meu perfume
 
 
levantei-me hirta
de dor e de medo
mergulhei-me
à procura do meu fio
de prumo!


3 comentários:

  1. mergulho noctívago e pleno de luminosidade poética. uma construção agradabilíssima.
    lembrei, no conteúdo, de um antigo poema meu (Passeio).
    Beijo, Ci!

    ResponderExcluir
  2. UFFFFF. UN TEXTO MUY PROFUNDO.
    UN ABRAZO

    ResponderExcluir