23/01/2015

Fragmentos de memória




Na esquina do tempo encontra-se a memoria de algo que poderia ter acontecido. Uma fina camada recobre os caminhos da solidão pontilhados de pedras sobre um pátio perdido  entre sombras e silêncios.
Nunca mais o salto no escuro, apenas o uivo salta da pele quase opaca.
Que fale a dor, que grite a tristeza. - Deixa!
Palavras pétreas que saltam sobre o leito do papel-tela esboço de imagens que correm deixando um manto de reminiscências: perguntas sem respostas - um estrangeiro que em sua terra vagueia à procura da palavra inominada, indizível, a raiz de todas as coisas.

2 comentários:

  1. UFFF ESE CIERRE ES GENIAL!!!
    ABRAZOS

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  2. "Que fale a dor, que grite a tristeza."
    Ci, estou com nosso amigo ReltiH: genial!
    Parabéns, amiga! Chegou até a me fazer lembrar do João Cabral de Melo Neto que por baixo daquela dureza da pedra nos presenteava com um dilúvio de sensibilidade.
    Abraço bem carinhoso!!!

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