24/04/2017

Certas incertezas


 
 
As certezas escondidas no baú do quarto escuro costumam fugir à noite pela janela para encontrar-se com as incertezas da rua onde balas "perdidas" estão
à sua espera. Enquanto isso, não se pesquisa a causa de várias doenças que há
décadas matam milhares de pessoas pelo mundo afora; e vamos nos familiarizando e tornando banal a morte súbita ou inesperada.
Diáspora. Fluxo e refluxo: a inexorável voracidade do tempo - quanto tempo dura uma vida inteira? Vive-se por inteiro ou pela metade? Vive-se um quarto
ou por um quarto de vida na vida?
Procura-se a cura dos males que acometem o ser humano; procura-se a vida
eterna, a imortalidade. Mas a morte quer(?) apenas um pretexto para apresentar-se e cobrar a sua parte, já que ela está intrinsecamente ligada à vida; mais dia, menos dia, todos nós nos vamos.
Ainda está por nascer o ser eterno; embora muitos pensem que são o centro do universo, estamos em permanentes transformações, e, queiramos ou não, somos todos perecíveis: temos um prazo de validade cuja data desconhecemos.
E é na calada noite, no quarto escuro (ou obscuro?) que seres alienígenas tramam às pressas configurações distorcidas e deformadas para a estrutura do corpo social, tirando-lhe as possibilidades necessárias para a sua sobrevivência, como por exemplo, condições dignas de trabalho, de moradia, de saúde e bem-estar. Na calada da noite matam índios, estupram mulheres, invadem territórios indígenas, ateiam fogo em favelas, mudam as leis do país, tudo em nome da "democracia"! Mas, se acendermos as luzes do discernimento, do conhecimento da história do nosso e de outros povos através dos tempos, teremos melhores condições para ficarmos alertas e podermos evitar que queiram nos vender gatos por lebres antes que a nossa casa seja tomada!


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