DE CHARLES BUKOWSKI (1920-1994)

Arder na água, afogar-se no fogo. O mais importante é saber atravessar o fogo.

23/01/2021

Às avessas

 



Retalhei minhas mãos, virei-as pelo avesso; troquei a posição dos pés, mudei o rumo do meu caminho. A cabeça deu um giro de trezentos e sessenta graus, - passei a ver em minúcias coisas que até então não percebia: buracos de fechaduras, cantos de paredes onde aranhas se escondem para tecer seus fios invisíveis e pegajosos para atrair suas presas; escorpiões misturados com gêneros de primeiras necessidades. Enfim, passei a ter uma visão tridimensional das coisas e das pessoas que me rondam e/ou me rodeiam.                                                              O mundo é grande, mas minha aldeia ainda é pequena; e quanto menor, mínimo é seu universo, ínfimas serão suas possibilidades de raciocínio, de perceber as múltiplas facetas de seu próprio ser. Em situações adversas tudo parece girar ao contrário, mas quando isso ocorre temos a oportunidade de ver o que antes nos parecia imutável.

Um comentário:

  1. Sí, en la adversidad tenemos la oportunidad de hacernos más fuerte por las parte rotas, desesperanzarnos o hacernos más lúcidos y detallistas, a veces tenemos que apartarnos un poco de la vorágine para poder apreciar esas pequeñas cosas que ocurren a nuestro alrededor, pero también dentro de nosotros mismos.

    La adversidad nos descubre que somos vulnerables y eso nos hace o debería hacernos más empáticos, solidarios y a valorar lo que ya tenemos.

    Un abrazo,

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