23/01/12

Pastora do corpo




Não ficas a guardar

o silêncio

do corpo

Nem a dor

nem a culpa

quando a vida fenece

Queres de ti lapidar

as rosas sanguíneas

Os rubis do teu útero

quando o tempo se esquece



Maria Teresa Horta, Lisboa, 1937.

7 comentários:

Celso Mendes disse...

Que bonito... Essencialmente feminino mas com uma força incrível.

cirandeira disse...

"Mas", o feminino tem mesmo uma
força incrível!, não achas?

Tania regina Contreiras disse...

Ah, primeiro falar dessa imagem do cabeçalho: um escândalo de expressiva e linda! E depois, Ci, comentando esse outro escândalo de beleza, o poema (você me deixa doida, querendo descobrir mais desses poetas aqui postados..rs)....não posso deixar de perguntar ao Celso que adversativa é essa, esse "mas", porque "feminino" e "forte" são tão sinônimosa que por pouco não criam uma redundância, né? rs

Beijos e obrigada sempre por disponibilizar essas pérolas...

cirandeira disse...

Pois é, Tânia, concordo plenamente contigo, somos tão fortemente redundantes rrss, que os homens ficam em dúvida :))
Existem tantas pérolas escondidas
dentro de ostras, a mercê de ondas
e rochedos, não é?
Tava sentindo tua falta, passei lá no 'roxo' :)

beijoss

Tania regina Contreiras disse...

Eu vi, estive fora, desconetada, longe das máquinas...rs...Mas não por muito tempo, que eu preciso ler vocês sempre! rs
Grata pela passagem pelo Roxo, o que muito me honra!
Beijos,

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Uma poesia de Mulher, fazia tempo que nao a ouvia...
Kandandu

AC disse...

Ci,
Há destinos que, na sua essência, são quase transcendentes...

Beijo :)

PS - Parece que o Internet Explorer já fez as pazes com o Interioridades. Fico a aguardar a sua visita. :)