DE CHARLES BUKOWSKI (1920-1994)

Arder na água, afogar-se no fogo. O mais importante é saber atravessar o fogo.

09/05/2010

"Lendo Lolita em Teerã"





A escritora Azar Nafisi nasceu no Irã e aos 13 anos de idade foi morar na Inglaterra com os pais. Concluiu seu doutorado em literatura inglesa, na Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos. Em 1979, após a queda da ditadura e a fundação da República Islâmica, retornou ao seu país com a esperança de encontrar grandes transformações políticas, mas deparou-se com um regime de terror imposto pelos aiatolás. Ainda assim, permaneceu em Teerã por 18 anos. Lecionou literatura inglesa na Universidade de Teerã de 1979 a 1981, quando foi expulsa por recusar-se a usar o véu. Tornou-se conhecida mundialmente a partir da publicação de seu livro "Lendo Lolita em Teerã", traduzido em 32 idiomas. Atualmente, vive em Washington e escreve regularmente para "The New York Times", "The Washington Post" e "The Wall Street Journal".
Através de seu livro podemos conhecer o cotidiano da vida de oito mulheres que se encontram secretamente para estudar a literatura ocidental proibida em seu país. Durante 2 anos, a autora e mais sete jovens, liam em conjunto, obras clássicas da literatura, como Madame Bovary(de Flaubert), Lolita (de Nabokov), Orgulho e preconceito (de Jane Austen), entre outras obras que estavam sob censura. Sua narrativa remonta aos primeiros dias da revolução islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini, em 1979, quando começou a lecionar na Universidade de Teerã.
Segue abaixo alguns trechos dessa obra que recomendo com entusiasmo:

[......................................]

Numa manhã de quinta-feira, tão quente que parecia que o calor havia entranhado em nossa casa refrigerada, sete de nós conversávamos antes de a aula começar. Falávamos sobre Sanaz. Ela perdera a aula da semana anterior e nem sequer telefonara para dar uma explicação, e agora não sabíamos se viria outra vez. Ninguém, nem mesmo Mitra, sabia qualquer coisa sobre ela. Imaginávamos que talvez seu irmão problemático tivesse aprontado novamente. O irmão de Sanaz era um assunto constante em nossas conversas, um de uma série de vilões masculinos que ressurgiam a cada semana.
- Nima me disse que não compreendemos a dificuldade que os homens têm que enfrentar no Irã - disse Manna com um tom de sarcasmo. - Eles também não sabem como agir. Às vezes se comportam como machos provocadores e tirânicos porque se sentem vulneráveis.
- Bem, essa é uma verdade - eu disse. - Afinal, é preciso duas pessoas para que haja um relacionamento, e quando se transforma a metade da população em seres invisíveis, a outra metade também sofre.
- Pode imaginar um tipo de homem que se sente sexualmente provocado somente por ver um cacho dos meus cabelos? - perguntou Nassrin. - Alguém que enlouquece ao visualizar o dedão do pé de uma mulher...uau! - ela continuou - Meu dedão é uma arma letal!
- As mulheres que se cobrem estão ajudando e favorecendo o regime - disse Azin, desafiadora.
Mahshid permaneceu em silêncio, seus olhos fixos no pé de ferro da mea.
- E aquelas cuja marca registrada é pintar seus lábios de vermelho forte e flertar com os professores - disse Manna com uma expressão gelada, - suponho que estejam fazendo tudo isso em prol da causa? - Azin ficou vermelha e não disse nada.
- Que tal mutilar os genitais masculinos - Nassrin sugeriu friamente - para diminuir seu apetite sexual? Ela estava lendo o livro de Nawal al-Sadwi sobre a brutalidade contra as mulheres em algumas sociedades muçulmanas. Sadawi, uma médica, fizera pesquisas minuciosas para explicar os efeitos horrendos da mutilação genital de meninas para controlar suas inclinações sexuais.
- Eu estava trabalhando sobre esse texto no meu projeto de tradução...
- Seu projeto de tradução? - perguntei
- Sim, não se lembra? Eu disse a meu pai que estava traduzindo textos islâmicos para ajudar Mahshid.
- Achei que era somente uma desculpa para você poder vir às aulas. - disse.
- Era uma desculpa, mas decidí fazer essas traduções pelo menos três horas por semana, às vezes mais, pelas mentiras extras. Firmei um compromisso com a minha consciência - disse ela com um sorriso.
- Tenho que lhes dizer que o próprio aiatolá Khomeini não era um noviço em assuntos sexuais - Nassrin continuou - Traduzí seu magnum opus, Os princípios políticos, filosóficos, sociais e religiosos do aiatolá Khomeini, e há nele muitas observações interessantes.
- Mas esse livro já foi traduzido - disse Manna - Qual é o seu objetivo?
- Sim - respondeu Nassrin - partes do livro foram traduzidas, mas se transformaram em piadas, e desde que as embaixadas no exterior descobriram que as pessoas estavam lendo o livro não por sua mensagem edificante, mas por diversão, as traduções se tornaram obras raras. Bem, de qualquer modo, minha tradução é completa, com referências a outras obras. Vocês sabiam que uma das maneiras de curar o apetite sexual de um homem é por meio de relações com animais? Há também o problema do sexo com galinhas. Você tem que se perguntar se um homem que teve relações sexuais com uma galinha, pode comer a galinha depois. Nosso líder nos forneceu uma resposta: Não, nem ele, nem a sua família, nem seu vizinho da porta ao lado podem comer a carne da galinha; mas não há problema se um vizinho que mora duas casas depois da sua comer a galinha. Será que meu pai prefere que eu passe meu tempo lendo esse tipo de texto ou de Jane Austen ou Nabokov? - disse ela, maliciosamente.
Não nos assustamos com as alusões eruditas de Nassrin à obra do aiatolá Khomeini. Ela se referia a um famoso texto de Khomeini, o equivalente a uma tese - um requisito para alcançar o grau de aiatolá - destinada a responder às questões e aos dilemas que seus discípulos poderiam lhes apresentar.(.....) O que era assustador era o fato de esses textos serem levados a sério pelos governantes, em cujas mãos repousavam os nossos destinos e o destino do nosso país. Todos os dias, em rede nacional de televisão e de rádio, esses guadiões da moralidade e da cultura faziam afirmações semelhantes e discutiam esses assuntos como se fossem temas sérios para refletir e meditar....

04/05/2010

Para onde vão...?

Cathelea araguaiensis (Ilha do Bananal - TO)

Para onde vão as ideias rejeitadas,

os projetos esquecidos, as crenças arruinadas?

A árvore está imóvel, permanece parada

em seu banho de luz.

Mas ontem mesmo ela se agitava

com todas as suas folhas, ramos e galhos,

até mesmo seu potente tronco,

cor de pedra e quase pedra.

Onde está sua agitação, seu entusiasmo,

suas torções de braços e mãos?




Paul Valéry



Celeste, de Bourgier-Mouginot


Objetos perdidos


Os guarda-chuvas perdidos...

aonde vão parar os guarda-chuvas perdidos?

E os botões que se desprenderam?

E as pastas de papéis, os estojos de pincenez,

as maletas esquecidas nas gares,

as dentaduras postiças, os pacotes de compras,

os lenços com pequenas economias,

aonde vão parar todos esses objetos heteróclitos

e tristes? Não sabes?

Vão parar nos anéis de Saturno,

são eles que formam, eternamente girando,

os estranhos anéis desse planeta

misterioso e amigo.



Mário Quintana

01/05/2010

Alta Costura *


No tecido da história familiar,

as mãos de minha mãe, reforçaram

as costuras para nos proteger

de qualquer empurrão da vida...

As mãos de minha mãe,

uniram um alinhavo às partes

do molde, sem esquecer que

cada uma é diferente da outra,

e que juntas formam um todo,

como a família...




As mãos de minha mãe, fizeram baínhas

para que pudessem crescer, e não

ficassem curtos os ideais...

As mãos de minha mãe, remendaram

os estragos, para voltarmos a usar

o coração...sem os fiapos

do ressentimento...



As mãos de minha mãe, juntaram retalhos

para que tivéssemos uma manta

única para nos cobrir...

As mãos de minha mãe, pregaram

botões e presilhas, para que

não perdéssemos a esperança...




As mãos de minha mãe, aplicaram elásticos

para podermos nos adaptar folgadamente

às mudanças exigidas pelos anos...

As mãos de minha mãe, bordaram maravilhas

para que a vida nos surpreendesse

com suas dádivas de beleza...



As mãos de minha mãe, coseram bolsos
para neles guardar moedas valiosas

das melhores recordações

e da minha identidade.

Tela de Lagley Walter
As mãos de minha mãe,

quando estavam quietas,

zelavam os meus sonhos

para que alimentassem

os meus ideais com o pó

de suas estrelas...


As mãos de minha mãe seguraram-me

com linhas mágicas, quando entrava na vida

para começar a vestí-la!

As mãos de minha mãe nunca abandonaram

o seu trabalho...

E sei muito bem que hoje, onde estiverem,

zelam por mim.

E eu as vejo como se

ainda estivessem aqui, comigo...!
* Recebí esse texto por e-mail, sem a identificação de sua autoria. Tomei a liberdade de publicá-lo com algumas modificações de gramática e do final do texto. A última foto faz parte de meu arquivo particular.

28/04/2010

Outras metamorfoses da memória

Foto: Irmãos Lumière (1904)

Poema 4

Coisas que guardamos
Sempre: antes fitas e cartas, bocados de ternura,
Lembro-me: a minha avó e um caracol louro de mim criança

Evanescentes as coisas que guardamos,
Às vezes encontrá-las por gavetas, às vezes na memória,
Invenções tantas só para mais ninguém: o meu diário
Encapado num papel de flores, passeando na pasta
Em sólido trajecto

Coisas guardadas como essa,
Há curto tempo, tão bonita que pensei outra vez:
Só para mais ninguém, que assim a comoção é minha só
E me posso espantar de cada vez que a lembro

Enquanto estão assim,
Elas são nossas, as coisas que guardamos:
Intactas, a apetecer dizer incólumes,
Por comovidas gavetas e memórias

Ana Luísa Amaral, poeta portuguesa, doutora em Literatura Inglesa, professora da Universidade do Porto, em Portugal.

25/04/2010

Maragogipinho, onde a arte começa pelos pés!

Situado a 58km de Salvador(BA), o município de Maragogipinho, próximo a Nazaré das Farinhas(a 3hs de Salvador) é um verdadeiro celeiro de artistas da cerâmica. A principal atividade econômica da região consiste no trabalho feito com o barro, produzido de uma forma bem rústica, sem nenhuma tecnologia, com o torno de oleiro movido com os pés, por homens e mulheres; os fornos são à lenha e as ferramentas utilizadas são bem rudimentares. É com elas que modelam, decoram e "queimam" potes, moringas, vasos, pratos, tigelas, esculturas, cuja forma tem nítida influência indígena e portuguesa. Uma boa parte da produção é exposta no período da Semana Santa, na "Feira dos Caxixis", em Nazaré das Farinhas. O "caxixi" é a miniatura de uma peça maior, utilitária ou em forma de animal, destinada a uma atividade lúdica (jogos e brinquedos).
As primeiras olarias ou ateliês, foram criadas a cerca de 300 anos pelos jesuítas, às margens do rio Yaguaripe. De lá para cá o ofício tem passado de pai para filho.
As principais características da cerâmica de Maragogipinho, são a sua cor avermelhada proveniente do óxido de ferro(tauá) existente na argila e a tabatinga, de cor branca, usada em forma líquida para fazer os desenhos nas peças.
"Pietá" (terracota), de Rosalvo Santana










Forno à lenha para "queimar" as cerâmicas


As "oficinas" onde são feitas as cerâmicas

23/04/2010

Los versos de la calle


Hay demasiados versos en el mundo. Como el canalla que engendra y abandona, echo a andar otro atajo aunque nadie lo exija ni lo espere. Los veo formarse indefensos y salir en busca de alguien que los resguarde. La immensa mayoria les da la espalda. Cuando ellos se acercan las personas desvian la mirada y hacen como si los versos no existieran. En su desamparo los versos se drogan, aspirando la Nada y se quedan inertes en la esquina. Algunos se dan valor para entrar en lugares públicos.
Tampoco allí los toman en cuenta y el personal los expulsa de mala manera.
Entonces suben los vagones de Metro y intentan pregonar su mercancia entre la hostilidad, el desespero, o cuando menos de indiferencia de los pasajeros. No les queda más remedio que entrar en las casas cuando nadie los ve y tratar de abrirse camino en los ojos, el oído y la mente de quienes no los han invadido.
Como no vivirte agradecido, si tu los recoges por un instante y los vuelves parte de tu voz interior, de tu respiración y el rítmico fluir de tu sangre? Al menos por esa noche los versos de la calle, los hijos de la inconsciência y la intemperie, estan a salvo. Mañana quien sabe. Solo hay algo seguro: dentro de poco ellos también se habrán evaporados. Nuevas legiones atestarán las ciudades.


José Emílio Pacheco, poeta, romancista e ensaísta mexicano. (1939- )

18/04/2010

.....E no entanto, é preciso cantar!


Vamos, carioca!

Sai do teu sono

devagar...

O dia já vem vindo aí,

e o Sol já vai raiar...!





Subí lá no morro só pra ver

o que que o negro tem

pra cantar assim gostoso

e fazer samba como ninguém



Eu sou o samba, a voz do morro

Sou eu mesmo, sim senhor!

Quero mostrar ao mundo que tenho valor

Eu sou o rei do terreiro

Eu sou o samba

Sou natural daqui do Rio de Janeiro

Sou eu quem leva a alegria

para milhões de corações brasileiros!




O morro não tem vez

e o que ele fez já foi demais...!

Mas, olhem bem vocês:

quando derem vez ao morro,

toda a cidade vai cantar!


Escravo no mundo em que estou,

escravo do reino que sou,

mas acorrentado, ninguém pode amar...


Feio, não é bonito

O morro existe, mas pede

pra se acabar

Canta, mas canta triste,

porque tristeza é só o que

tem pra cantar


Chora, mas chora rindo, porque

é valente e nunca se deixa

quebrar

Ama, o morro ama

amor bonito, amor aflito,

que pede outra estória...!
Composições de: Carlos Lyra, Wilson Simonal, Zé Ketti, Tom Jobim, Sérgio Ricardo e Gianfrancesco Guarnieri, em ordem descendente.

13/04/2010

El otro tigre



Pienso en un tigre. La penumbra exalta
la vasta Bibliotece laboriosa
y parece alejar los anaqueles;
fuerte, inocente, ensangrentado y nuevo,
el irá por su selva y su mañana
y marcará su rastro en la limosa
margen de un rio cuyo nombre ignora;
(en su mundo no hay nombres, ni pasado,
ni porvenir, solo un instante cierto.)
Y salvará las bárbaras distancias
y husmeará en el trenzado laberinto
de los olores el olor del alba
y el olor deleitable del venado
Entre las rayas del bambú descifro
sus rayas y presiento la osatura
bajo la piel espléndida que vibra
En vano se interponem los convexos
mares y los desiertos del planeta;
desde esta casa de un remoto puerto
de América del Sur, te sigo y sueño
oh tigre de las márgenes del Ganges
Cunde la tarde en mi alma y refexiono
que el tigre vocativo de mi verso
es un tigre de símbolos y sombras,
una serie de tropos literarios
y de memorias de enciclopedia
y no el trigre fatal, la aciaga joya
que, bajo el sol o la diversa luna,
va cumpliendo en Sumatra o en Bengala
su rutina de amor, de ocio y de muerte
Al tigre de los símbolos he opuesto
el verdadero, el de caliente sangre
el que diezma la tribu de los búfalos
y hoy 3 de agosto del 59,
alarga en la pradera una pausada
sombra, pero ya el hecho de nombrarlo
y de conjeturar su circunstancia
lo hace ficción del arte y no criatura
viviente de las que andan por la tierra
Un tercer tigre buscaremos. Este
será como los otros una forma
de mi sueño, un sistema de palabras
humanas y no el tigre vertebrado
que, mas allá de las mitologias,
pisa la tierra. Bien lo sé, pero algo
me impone esta aventura indefinida,
insensata y antigua, y persevero
en buscar por el tiempo de la tarde
el otro tigre, el que no está en el verso

Jorge Luís Borges - El Hacedor, in Obra Poética - 1923-1985 - B. Aires, 1989
O outro tigre
Penso em um tigre. A penumbra exalta
a vasta Biblioteca laboriosa
e parece afastar as prateleiras;
forte, inocente, ensanguentado e jovem
ele irá por sua selva, e sua manhã,
marcando seu rastro na lamacenta
margem de um rio cujo nome ignora
(Em seu mundo não existem nomes, nem passado, nem porvir
somente o instante exato.)
E vencerá as bárbaras distâncias
e farejará na renda labiríntica
dos aromas, o aroma do veado.
Por entre as raias do bambú, decifro
suas raias e pressinto a ossatura que vibra
sob a pele esplêndida.
Em vão se interpõem os convexos
mares e os desertos do planeta;
desta casa, de um porto da América do Sul, te sigo e sonho
ó tigre das margens do Ganges.
Cresce a tarde na minh'alma e reflito
que o tigre evocativo do meu verso
é um tigre de símbolos e sonhos,
uma série de tropos literários
e de memórias de enciclopédia
e que o tigre fatal, azíaga jóia, que,
sob o sol ou a diversa lua,
vai cumprindo em Sumatra ou Bengala
sua rotina de amor, de ócio e de morte.
Ao tigre dos símbolos, opus
o real, o que tem sangue quente,
o que dizima a manada dos búfalos
e hoje, 3 de agosto de 1959,
estende sobre a planície uma pausa
da sombra, mas já o fato de nomeá-lo
e de conjecturar sua circunstância,
o faz ficção artística e não criatura
viva das que andam pela terra.
Um terceiro tigre busquemos. Este
será como os outros uma forma de meu sonho,
um sistema de palavras humanas
e não o tigre vertebrado
que, mais além das mitologias,
pisa a terra. Bem sei, entretanto,
que algo me impõe esta aventura indefinida
insensata e antiga, e persevero
em buscar pelo tempo nesta tarde
o outro tigre, o que não está no verso.

11/04/2010

Miragens........!?





Algumas atitudes de muitos brasileiros:


- bater papo no celular enquanto dirige;

- estacionar em fila dupla ou tripla, em frente às escolas de seus filhos;

- não respeitar a lei do silêncio;

- dirigir após ingerir bebida alcoólica;

- "furar" fila nos bancos;

- colocar mesas e churrasqueiras nas calçadas;

- pedir atestado médico(sem estar doente!) para faltar ao trabalho;

- fazer "gato" para não pagar conta de luz, água ou tv a cabo;

- comprar recibo para obter abatimento na declaração do imposto de renda;

- pedir nota fiscal superfaturada, de refeições, quando viaja a trabalho;

- vender doações de campanhas para vítimas de catástrofes;

- estacionar em vagas exclusivas para deficientes físicos;

- adulterar o velocímetro do carro para vendê-lo como se tivesse pouca quilometragem;

- comprar produtos "pirata", tendo plena consciência disso;

- emplacar o carro fora do domicílio para pagar menos IPVA;

- levar pra casa envelopes, clips, canetas do seu local de trabalho, como se fosse "a coisa mais natural do mundo"!;

- vender vale-transporte e vale-refeição que recebe da empresa onde trabalha;

- trafegar pela direita nos acostamentos, quando há um congestionamento;

- tentar subornar quando comete uma infração;

- estacionar nas calçadas, mesmo com placas proibitivas;

- saquear cargas de veículos acidentados nas estradas;

- não educar os filhos desde crianças para serem honestos, dignos, responsáveis, solidários e sem preconceitos.

Não conheço a pessoa que se deu ao trabalho de elaborar essa lista, que aliás, é bem
mais extensa. No final dela o autor nos chama a atenção sobre o que exigimos dos políticos, ponderando que estes, fazem parte desse mesmo rol que pratica essas "irregularidades"!
Creio que vale a pena refletirmos sobre o assunto...

08/04/2010

Pérolas Nacionais...


Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer!

Millôr Fernandes


Das três melhores coisas da vida a segunda é comer e a terceira é dormir.

Stanislaw Ponte Preta


Ultimamente tenho feito a dieta da sopa...

Deu sopa, eu como!!

Cláudia Trepichio


Quando estamos fora, o Brasil dói na alma;
quando estamos dentro, dói na pele.

Stanislaw Ponte Preta


Não é triste mudar de ideias; triste é não ter ideias para mudar!

Barão de Itararé


A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedeer-lhe é fraca.

Carlos Drummond de Andrade


Quem mata o tempo, não é assassino, é suicida.

Millôr Fernandes


O sol nasce para todos, a sombra pra quem é mais esperto.

Stanislaw Ponte Preta


A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é a prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento.

Stanislaw Ponte Preta