
Foto: Pedro Moreira
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O mito de Prometeu conta a história do despertar da humanidade. Por ser um "titã" (ancestral dos deuses olímpicos), uma transição entre o divino e o humano, simboliza a luta contra a subjugação ao poder supremo comandado por Zeus. Representa também o início do desenvolvimento do intelecto, do pensamento. Derivado de promethes, que significa previdente, aquele que pensa e prevê, Prometeu deu vida ao homem de barro por ele modelado, com a ajuda do fogo sagrado roubado, contra a vontade de Zeus. O fogo representava a inteligência e a sabedoria, diferenciando o homem dos animais. Zeus, que era o deus do Olimpo, pretendia manter a humanidade numa situação igual a dos animais. Prometeu porém, rouba uma parte do fogo divino, trazendo-o para os homens, que a partir de então passam a pensar. Zeus fica furioso e resolve então vingar-se, acorrentando Prometeu em uma montanha do Cáucaso, onde um abutre diariamente devorará o seu fígado, considerado o órgão mais importante do corpo humano, pois simbolizava a vida. Como o fígado é o único órgão do corpo que tem a capacidade de regenerar-se, Prometeu jamais morreria, sendo portanto , condenado ao suplício eterno.O mito de Prometeu Acorrentado nos indica o início da civilização a partir da descoberta do fogo pelo homem. Simboliza também a luta permanente da humanidade face aos desafios e sacrifícios para alcançar seus ideais.
Na Antiguidade, o mito de Prometeu foi mencionado em quatro obras: "Protágoras", de Platão, "Prometeu", de Ésquilo, "Teogonia" e "Os trabalhos e os dias", de Hesíodo.














